sábado, 4 de junho de 2011

.:: Ao Sul do meu Coração ::.


Minha distância diminui quando ela fala. Aquele sotaque desdobra minha timidez quando acordo com vontade de proteger sua paciência diante do mundo. De tão educada, nunca esqueço o quão marginal sou, o quão completo ela me deixou. De tão inteligente, ela me faz página de um frio que ainda custo a me acostumar.

Ela é um sul terno; quase que presente quando sorri pelos cantos, quase que um perfume sobre o resto de mundo que não nos entende. Ela é o meu jornal pela manhã, o que completa meu desabafo sem a necessidade de explicações. Ela sabe quando abandono as letras do cotidiano, sabe quando nossa insônia me faz repetir, ela é a parte de uma paixão que não leu os aposentos.

Ao sul do meu coração mora minha marginal. Mora um passado entre letra e carinho; mora meu coração e o sotaque que me convence quando o inverno melhora o sorriso. Por ela demoro na vida, por ela espalho o que não pareço. Ela é aquilo que me deixa apressado quando o assunto é: “que bom te encontrei”.

Ao sul do meu coração levo o melhor de mim, levo minha marginal com sotaque de vida nova, levo esperança como quem sorri antes de uma redenção sem janela para o fracasso. Ela é o meu “bom-dia” rente ao espelho; ela é minha caixinha de paixões em um só coração.

“Simplicidade é isso: Quando o coração busca uma coisa só.”

Rubem Alves

3 comentários:

  1. Dentro da gente às vezes faz sul mesmo. É bom ter um norte para seguir.


    Um beijo, Kennedy

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Kennedy eu vou gritar pro mundo ouvir tu me faz a pessoa mais feliz nesse mundinho tão tristonho.E se você é o norte ,eu não sei,mas minha bússola sempre vai na tua direção! Amo você!!

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