
Hoje acordei sem nenhuma estréia. Abri os olhos devagar procurando o interruptor do sol. Tentei baixar o volume que vinha da rua e quis parar o mundo na esperança de mais umas 4 ou 16 horas de sono. Fitei os dedos de minha mão procurando uma aliança; um casamento inventando. Só o que encontrei foram meus pés sujos sobre tampas de garrafa da noite passada.
Lembrei-me que meu último banho havia sido na Quinta-Feira e que meu cabelo não via água há pelo menos 6 dias. Lembrei-me também que essa era a mesma roupa da semana passada; isso, claro, se consideramos pijama como vestimenta oficial.
Enquanto levantava da cama, tropecei em alguns autores espalhados no que eu calmamente chamo de “vida social ao avesso”. Da tentativa de ler Schopenhauer na noite anterior, só entendi mesmo o desenho da capa e uns 4 parágrafos que acho que roubei do dicionário.
Fui até a geladeira e deixei recado pra mim: “Esse carnaval um dia vai passar”. Na ânsia de me disfarçar, adotei alguns trocados do bolso. Calcei minhas havainas e desci a rua desviando do sol, de lixeiras, de calçadas e da vida. Comprei algumas cervejas e um maço de cigarros. Notei meu sentimento ruim ao admirar a rotina de quem ainda provocava o final de semana.
Discreto ao chegar em casa, troquei o recado da geladeira: “Não, não vai passar”. Aproveitei a deixa e desenhei no canto do bilhete um pato – ao menos pra mim aquilo ficou parecido com um pato. Algumas cadeiras depois, já tentando memorizar minha atenção, fiquei entretido com a importância do que é interromper meus ciúmes. Feito vício passional em TV sem cores, estendi o resto do dia atrapalhando Julho, escondendo os dentes e traduzindo seus versos.
Ken, tu economizando água!! D= hauahauahua ..bom garoto, ajudando o planeta.. ^^ kkkkkkkk ;)
ResponderExcluirF.O.D.A teu blog. Texto alucinante.
ResponderExcluirVisita o meu aí: www.palavreandome.blogspot.com