
Acho que a pior parte que ficou em mim foi o clichê da multidão dos seus amigos. Eu nem ligava quando era indecifrável; até me acostumei a ser o chato da relação, nem dava atenção quando você reclamava da minha falta de educação. Cada festa na casa de um filhadaputa qualquer que eu não decorei o nome compensava tua presença. Só pensava mesmo na emoção do meu coração batendo junto ao seu compasso.
Deixar você em casa era uma discussão até depois da briga. Nunca soube controlar o ritmo do ciúme que me diminuía. Acho que por amor sem saída, ou excesso de último ano de colegial. Mas o que eu nunca entendia era a paixão por tuas explicações sobre como éramos, ou porque não nos entediamos.
Meu primeiro amor nunca deixou beijo combinado; e não há como negar que foi você. Nosso amor foi susto de um descaso. Foi página escrita rente às aulas de Física. Foi intervalo de mensagens sinceras e apaixonadas.
O mínimo da sua paciência me completava pelo resto das férias. Até que descobríssemos um ritmo para nossa saudade lá iam duas ou três horas de discussão por msn.
A culpa foi sua e nunca te perdoei. Por conta da sua letra ainda imagino que somos dois; imagino reconciliação com toda publicação; discuto com o travesseiro: sumiço, bebedeira e saudade. Uma foto muda o rumo da vida, muda o rumo do meu coração. Muda o tema da distância.
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