sábado, 1 de outubro de 2011

.:: Quase ao meu Lado ::.


Não sou contra criticar nossa falta de jeito, afinal, ainda recebo mensagem na caixa postal que um dia dividimos. Depois de um tempo tentando contato via ligação frustrada, lamento a falta de sensibilidade que morreu quando separamos nossas diferenças de começo torto já todo errado.

Trocar a convivência valeu mais que o compromisso da falta de leitura. Eu acabei assumindo a conta das brigas, já você [...] bom, você foi embora afirmando convivência. Vale os pulsos riscados pela tristeza; aceito respiração em tom de bebedeira, só não me venha com essa de “tempo” disfarçado de espaço.

Outro insulto não emenda nosso aniversário. Outra paixão não completa nosso anuário. Desde a primeira briga, só eu guardei o refrão da conversa. Nosso passeio pelo futuro esbarrou em pano de chão que não quis me ver. Bancar seriedade nunca combinou com suas tatuagens, nunca mencionou o sorriso largo ao me ignorar.

A dependência das minhas lembranças supera a cama vazia. Eu não faltei aos ensaios daquele amor tímido; pelo contrário, anunciei os convites já antecipando a porr# do Natal em família.

Amor em separado não funciona nem mesmo na expectativa. Paixão é acessório ao embalar o resto da noite. Formalizar uma aliança não chega nem aos pés da sensação do que é realmente anunciar para o resto do mundo que você sempre foi a minha metade. Nenhum erro compensa nossa diferença, nenhuma piadinha sem graça completa nossa primeira impressão. Mesmo longe, mesmo que presente repetido; ainda sinto sua falta em cada despedida.

1 comentários: